O que é um livro clássico?

Olá, nerds d’A Cripta! O assunto de hoje é o Clássico na literatura. Todos os aspirantes a intelectuais sabem que é regra conhecer as obras ditas clássicas, aquelas que criaram forma e estilo e passaram pelas décadas (e séculos) encantando leitores. A pergunta da tia é: o que é, exatamente, um livro clássico?

Segundo o site Universia, “Um clássico é, em geral, um livro que representa o período em que foi escrito e que atravessa gerações sem perder seu valor. Por isso, dificilmente um livro recém-publicado é categorizado como uma leitura clássica.”

Por essa ótica, claro que concordamos que Iracema, de José de Alencar, é um clássico, que Romeu e Julieta, de Shakespeare, é um clássico. Assim como Orgulho e Preconceito (Jane Austen) e Ilíada (Homero) são clássicos definitivos! Sim, concordamos e recomendamos a leitura!

No entanto, há certo preconceito literário na classificação de obras “menos antigas” com clássicos, mesmo que estas sejam Obras Primas, criadoras de escolas e referências indiscutíveis a outros escritores.

No mesmo artigo da Universia, está definido que “Clássicos exercem influência não só na vida dos seus leitores, mas também na forma de escrever de outros autores, que geralmente buscam inspirações sobre estilo e ideias que podem ser colocadas em suas obras.”

Ora, no século XX, vimos acontecer a influência indistinta de livros e autores que criaram vertentes e que são “copiados” por centenas dos novos (e alguns famosos) autores. Estamos falando de livros como Senhor dos Anéis, do Tolkien, de Drácula, de Bram Stoker, sim. Mas, também estamos falando de Neuromancer, de William Gibson, e de Androides Sonham Com Carneiros Elétricos?, do Philip K. Dick (que conhecemos no cinema como Blade Runner, Caçador de Androides).

E, ainda segundo o site de referência, os três elementos básicos para que uma obra seja considerada um clássico são

1 – não perder seu valor com o tempo;

2 – apelo universal;

3 – influência sobre outros autores.

Bom, It – A Coisa, do Stephen King, tem essas três características, apesar de não ter sido escrito no século XIX. O mesmo acontece com os livros de Gibson e Dick, precursores do Cyberpunk, influenciadores naturais – porque foram eles (entre outros) que criaram esse universo.

Outro grande exemplo é Frankenstein! Se Mary Shelley é considerada autora clássica e sua obra é claramente Steampunk, por que é enquadrada apenas na categoria “terror”? Júlio Verne e seu Capitão Nemo são Steampunks! H.G. Wells e sua Máquina do Tempo também são. Clássicos pela novidade e pela época – claro! –, mas com a mesma importância que, atualmente, Stephen King exerce sobre os escritores de terror-suspense.

Ainda assim, Gibson, King, Bradbury (Fahrenheit 451) não são clássicos para os puristas, porque estes autores são “recentes demais”, ou seja, não são “antigos o suficiente”. Mesmo que sejam precursores, influenciadores e que suas obras venham a resistir décadas e séculos (o que é bem provável que aconteça).

E aí, qual a opinião de vocês? O que torna um livro clássico e o que o exclui dessa categorização? Quanto tempo é preciso “esperar” para que um livro se torne um clássico?

2 thoughts on “O que é um livro clássico?

  1. Olá. Difícil estabelecer uma regra única para os clássicos. Acho que o tempo mínimo serve mais para separar o que é moda daquilo que é clássico. Talvez seja prudente esperar pelo menos uns 30, 40 anos antes de chamar algo de clássico.
    Mas é uma ótima discussão, com certeza
    Abraço!

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